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n3ramirovidalalvarinhoeusomasequeladeficiente.html
Eu reciclo paixons animais
A minha animalidade, defidiente, obscena, enferma
Genéticamente bastarda
É umha sucessom de dias traslúcidos
É umha repetiçom de cenários sórdidos
As minhas cançons som sub-poesia entranhável
As flores de um Maio enfermo
Que, utópico, faz nascer rosas no cemitério nuclear
Eu som filho da desesperança,
Criatura deforme da civilizaçom.
Moro na estaçom de comboios
E as minhas horas som curvas
Da memória comatosa
A minha cidade é o cúmulo de viagens que já nunca vou fazer.
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